sábado, 12 de abril de 2008

Salvador/Maceio/Recife

Depois de uma ótima estadia em Salvador, chegou a hora da partida.Acordamos bem cedo para terminarmos os preparativos para a viagem.No dia anterior eu havia feito a revisão do motor, fizemos também as compras de supermercado, faltando apenas o termino de abastecimento de água e combustível. Deixamos o “Terminal Turistico da Bahia” as 10:00 horas de Segunda Feira dia 07/04.Um vento constante soprava de leste, o que nos possibilitou velejarmos por um bom













tempo.A linha de pesca que tínhamos comprado emaranhou toda e tivemos que cortar fora um bom pedaço.A noite tivemos que motorar, pela inconstância de vento.


























A Sandra estava no turno de trabalho dela quando tivemos uma pane do piloto automático que começou simplesmente a fazer curvas alternadas sem ser comandando. Pulei da cama e fui em socorro dela. Até hoje não sei o que aconteceu, mas depois de um reset do sistema tudo voltou ao normal... deve ser coisa da Microsoft.. control Alt Del..













Como premio pela etapa cansativa, nos demos de presente uma parada na praia do Gunga, próxima a Maceió, com direito a um mergulho e uma caminhada na praia deserta.Voltamos a velejar direto para Maceió, la chegando no final da tarde.Depois de nosso contato com o Miguel (a gente tem mantido contato com ele duas vezes por dia no SSB), banho tomado, fomos com o bote até a praia onde tomamos um ônibus até a praia de Pajuçara. Devoramos algumas tapiocas, caminhamos um pouco e voltamos ao barco onde desmaiamos de cansaço.Dia seguinte Zarpamos para o Recife.Chegamos na manha seguinte, entrando no canal de Olinda que é ladeado por armazéns desativados, praças, e um conjunto de monumentos de um artista plástico Francisco Bennand.Aportamos no Iate Clube Cabanga, onde econtramos o veleiro argentino “Bahia Silencio” do Eduardo e seu filho Cruz, que já havíamos encontrado em Salvador. Varios outros veleiros estrangeiros também la estavam. Tivemos a noticia que o Luiz, meu grande amigo viria nos encontrar para fazer uma etapa conosco.Após a chegada as tarefas de rotina, limpeza, água, roupa lavada e etc..No dia seguinte, enquanto aguardávamos a chegada do Luiz, fizemos amizade com algumas famílias de velejadores, o Dominique e familia num catamaram, o Werner e sua esposa no Fee...Todos com o mesmo objetivo... a circunavegação.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Vitória / Abrolhos / Ilheus / Morro de São Paulo / Salvador

A estadia em Vitória foi ótima, e na noite que antecedeu nossa partida registramos o belo luar que avistavamos do pier onde o barco estava.













A primeira etapa da viagem Vitória/Abrolhos foi marcada por pouco vento, e mar muito agitado, onde tivemos que "motorar" quase que 80% do tempo. Estavamos preocupados com a pressão barométrica que baixava constantemente. Depois de quase um dia navegando contra a maré, achamos por bem nos abrigarmos num porto particular da Aracruz, uns 100 kilometros ao norte de Vitória para aguardarmos a definição do tempo. No dia seguinte bem cedo, levantamos ancora e prosseguimos na viagem.
Mais maré contraria e falta de vento, e mais motor!
Não sei o que acontecia com o mar, pois mesm sem vento, a quantidade de vagalhões em sequencia, tornavam a viagem muito cansativa.
O cansaço da viagem foi recompensado com a beleza da chegada a Abrolhos.
As cores do céu, do mar e da ilha explodiam a nossa frente, ampliadas pela linda luz de final de tarde.













Uma versão PB, em infravermelho.













Os dias que passamos em Abrolhos...












O"Tuta", repousando no ancoradouro.













No segundo dia no arquipelago, fomos visitar a unica ilha que nos é permitido o desembarque, mesmo assim acompanhado por agentes do Ibama.
A ilha Siriba, que é santuário de passaros, e pudemos fazer algumas fotos interessantes de grazinas em seus ninhos (o curioso filhote olhando quem os observava) :), e os atobas - o branco, mais comum na região norte e o marrom, que nós do sul estamos acostumados a ver.














O namoro do atobas.






































Depois de tres dias em Abrolhos, seguimos viagem para Salvador.
A foto baixo (crédito para a Sandra), foi feita na saida de Abrolhos, no lado norte da ilha principal, onde fica o alojamento do destacamento da marinha e do ibama que reside na ilha.













Durante a viagem até Salvador, a maruja desfruta do por de sol para ler um pouco.













As fotos abaixo são de Morro de São Paulo que passamos dois dias.
A Sandra vai escrever mais sobre isso depois.O barco que aparece na imagem, é o Tutatis.












Imagem da primeira e segunda praia em Morro de São Paulo.














Pernoitamos em Morro de São Paulo, e no dia seguinte bem cedo saimos para Salvador.
O trecho todo foi abaixo de chuva, hora leve, hora pesada com rajadas de vento até 20 kt.
A entrada da Baia de todos os Santos, foi feita utilizando informações do radar, pois a chuva não deu tregua.
Atracamos no Terminal Turistico da Bahia - uma grata surpresa as instalações da Marina, que fica localizada em frente ao Mercado Modelo.
A simpatia de todos os funcionarios que nos atenderam foi muito especial.
Permacemos em Salvador por uma semana, tempo suficiente para que eu fosse a Curitiba resolver alguns problemas.
A Sandra permaneceu em Salvador cuidando do Tuta.
Em nossa estadia tivemos a grata satisfação de conhecermos o casal Hanz e Sandra, que nos levaram para um tour pela cidade.
Passamos o domingo que antecedeu nossa partida, com o casal de amigos Saulo e Marlene que nos ofereceram um festival de Tacos delicioso. :)

sábado, 22 de março de 2008

Rio - Vitória

No dia que antecedeu nossa saida do Rio, gastamos boa parte da tarde abastecendo o barco de comida - supermercado longe, sem carro complica...
Dia 18/03, Terça Feira acordamos bem cedo para agilizarmos o abastecimento de combustivel e agua, pois no dia anterior a maré estava vazia no periodo da tarde.
Ainda quando na bóia, o Crespo passou por nós com seu veleiro para se despedir - ele estava vindo de Salvador indo pra Angra.
Aliás nestes dias de parada no Rio, ele nos deu várias dicas, e me conseguiu alguns softwares interessantes de navegação.
Zarpamos 10:15 da manha finalmente.
O dia não poderia estar mais bonito.
Apenas o vento que esqueceu de aparecer.
Fizemos algumas fotos na barra da Baia da Guanabara.


A viagem foi cansativa, pois velejamos apenas 20 % do tempo, devido a falta total de vento.
O ruido do motor e o mar picado não nos deixava dormir nos turnos de 3 horas que alternavamos.
No final do primeiro dia para compensar o cansaço, um cardume imenso de golfinhos (calculei mais de 100), vieram nos visitar, num dos momentos que velejamos. Nunca havia visto cardume tão grande e tão perto. Emocionante realmente.












No trajeto, quando navegavamos pela bacia de Campos, cruzamos com muitos navios, rebocadores, cargueiros, e também navios da Marinha.







Esta área tem um movimento intenso devido as plataformas petroliferas que la existem. A noite se via o clarão no horizonte fruto das chamas e das luzes das mesmas.
O nascer e por da lua foi um espetáculo a parte.












Na foto acima ja observavamos as montanhas que cercam Vitoria.
Esqueci de mencionar que no final do dia anterior a chegada, pescamos nosso primeiro peixe no corrico! Um espada de uns 3 kilos, que serviu de nosso almoço na chegada em Vitória.
Chegamos no Iate Clube Quinta Feira dia 20/03 as 16:00 horas.
Pudemos mais uma vez constatar a qualidade das cartas nauticas da Navionics, pois a baia de Vitoria é cercada de recifes, e na carta tudo mostrado detalhadamente.
Aproveitamos bastante a hospitalidade do pessoal do Iate Clube em nossa estadia.
Fizemos a manutenção e limpeza do barco nesses dias.
Comemos a tradicional moqueca capixaba na vespera de partirmos.
Nas tres noites que passamos na marina, tivemos um luar mais lindo que o outro.
Desde nossa partida, todos os dias quem vem sendo nosso anjo da guarda é o Miguel meu cunhado e minha mana querida Carmen, que tem tido toda a paciencia com a gente em manter contato via radio SSB, dando noticias da familia e incrementando as condições de contato para que possamos acessar a meteorologia para nossa segurança.

sábado, 15 de março de 2008

Aguardando a frente fria passar...

Sábado dia 15/03 e continuamos ancorados no Iate Clube do Rio, aguardando a melhoria de tempo. A previsão é que Segunda Feira ja tenhamos condições de levantar ancora com destino a Vitória no Espirito Santo.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Ilha Grande / Rio de Janeiro

Dia 12/03 "madrugamos", e 7:15 ja estavamos navegando rumo ao Rio. No caminho, enquanto eu cochilava, a Sandra teve a visita de um cardume de golfinhos, que insistiam em nadar junto com o barco. Velejamos pouco, pois os ventos estavam fracos, e tivemos que motorar 80% do tempo.Depois de quase 6 horas navegando começavamos a destinguir algumas silhuetas familiares da grande cidade.
A Pedra da Gávea foi o primeiro marco avistado, e em seguida o corcovado ao longe.Foi uma experiencia legal aproximar-se do Rio por mar, de um ponto de vista que nunca havia observado.
Algumas centenas de vezes eu me aproximara, mas pelo ar.
Emocionante entrar na boca da barra ao lado do Pão de Açucar, vendo os turistas nos observarem dos bondinhos.
No caminho mantivemos contato com a Polaca, minha mana querida que estava agilizando nossa estadia no Iate Clube do Rio.
Na chegada ao pier, ela quem nos recebeu - literalmente, recebendo os cabos para amarrar o Tutatis.
Pernoitamos no barco, com receio da frente fria que chegara junto conosco ao Rio.
Dia seguinte madrugamos novamente para retornar a Curitiba a fim de resolver alguns problemas, e podermos atualizar o Blog.

Fotos de Parati e Ilha Grande


Diálogo com um "local" de Parati :)

O "chá da manhã", na ancoragem em Ilha Grande.

Primeira semana ...

Quando planejamos a viagem, acreditamos que haveriam facilidades de conexão com internet pelas marinas e portos que fossemos passando.
Pelo menos nessa primeira semana, percebemos que não é bem assim, e por isso a demora para atualizarmos o blog.
Mas, vamos voltar ao assunto viagem.
O trecho de Guaratuba até Parati, foi interessante porque nos permitiu avaliar o trabalho de equipe que vai ter que existir durante a viagem.
Lembrei-me muito das trocas de turno dos vôos internacionais que fazia na época da Varig.
As sensações de estar no cockpit durante a madrugada, no silencio do mar e o isolamento da população das cidades nos fazem refletir muito o quão pequenos somos.
Quando passamos a lateral da região da ilha de bom abrigo, litoral sul de São Paulo, uma quantidade enorme de barcos pesqueiros, talvez mais de 80... A tela do radar enlouquecia de tantos pontos e alertas.
Houve um momento que do escuro do mar, surgiram clarões vindo do fundo, talvez algas !! Ou sei la??
As cartas de navegação que nosso patrocinador forneceu, são excelentes.
Uma precisão incrível.
Facilitam em muito as navegações.
Após a chegada em Parati, permanecemos na marina do Engenho, por dois dias, saindo de la para ancorarmos ao lado da "prainha" onde fora o "Rapunzel" do Marçal, vários outros barcos de bandeiras de vários países estavam ancorados também.. de graça, curtindo um visual bem mais intentessante que a marina.











Dia 9/03 zarpamos cedo da prainha em Parati, com destino Catimbau dentro de angra, onde almoçamos num restaurante de frutos do mar grelhados, muito original, encravado nas pedras da ilha (ver foto abaixo).
Após o almoço navegamos para o norte com intenção de aportarmos na marina do Bracuhy.
Como percebemos que iriamos chegar tarde a marina, que ficava dentro do rio Bracuhy, optamos por pernoitar numa ilha algumas milhas antes.
A ilha do Brandão, onde haviam alguns veleiros ancorados.
No dia seguinte cedo deixamos a ilha com proa do Bracuhy.
No caminho, o motor falhou algumas vezes, e somente no dia seguinte pude constatar que uma mangueira na saída do tanque de combustível estava 'mordida", impedindo o fluxo normal de diesel para o motor.
Efetuamos a troca da mangueira na marina Velrome, em Angra no dia seguinte.
Após o concerto, fomos até a marina do pirata em Angra.
Fizemos supermercado, comemos uma pizza, e zarpamos para a Ilha Grande para passar a noite.
Linda ancoragem por sinal.
Ilha Grande merece no mínimo um mes de estadia.