terça-feira, 23 de março de 2010
Colon /Panamá – 23 de Março
Retorno a San Blas
Depois de alguns dias rumamos para Coco Bandero aonde chegamos com muito sol e vento favorável.
Coco Bandero é outro conjunto de ilhas no "estilo" San Blas, entretanto, essas não são habitadas pelos índios o que nos deixou mais à vontade para circular entre elas. Conhecemos um casal de argentinos com cidadania australiana, do catamarã Zenitude,a Graciela e o Oscar.Inauguramos o novo bote ( Mamutmo)e em grande estilo e o Zé abriu nossa temporada de pesca caçando uma bela Garoupa de uns 7 kg!Esmerei-me entre moquecas improvisadas e molhos de maracujá e limão para celebrar o peixe que nos alimentou por cinco dias!E esses dias passaram... entre mergulhos,kilometros nadados,e o descanso mais do que merecido dos marujos!
De Coco Bandero, rumamos para East Lemon, no dia 15 de Março. O ponto forte de lá foi Dog Island, onde mergulhamos no naufrágio de um navio.
Reencontramos o Zenitude e com dor no coração, após alguns dias nos despedimos de San Blas, içando velas para voltar à Colon. Foi uma ótima velejada,com vento noroeste e nossa velocidade ficou entre 7.5 nós!
No caminho, ancoramos em Isla Linton para passar a noite. Era uma ancoragem mais do que agitada e por isso mal pudemos dormir...muito menos descansar! Nessa ilha vivem macacos, e dizem que são carinhosos ao encontrar com pessoas, mas quando percebem que estão de partida atacam e mordem as pessoas num gesto ofendido por estarem indo embora... sei lá, preferimos ficar longe dos macacos e cedo zarpamos para Colon.
Sandra
sábado, 6 de março de 2010
San Blas até Colon
Fora isso nosso dinguie (o botinho de borracha), simplesmente começou a desmontar-se, abrindo praticamente todas as colagens. Assim tornou-se inviável permanecermos em San Blas, pela falta de mobilidade para descer nas ilhas e também para mergulhar em busca de peixe para as refeições.
Na postagem anterior havia esquecido de mencionar a razão de nossa ida antecipada a Colon.
Após a tentativa de ida, e retorno a Coco Bandero onde passamos o dia descansando, dia seguinte madrugamos novamente e saimos com destino a Colon.
Foram 3 horas no máximo de uma ótima velejada e depois quase 9 horas motorando ! :(
Chegamos na entrada do canal do Panamá bem tarde (22:00), e graças as cartas precisas, chegamos direitinho a marina.
Passamos quatro dias correndo atrás de solda, peças, dinguie e um novo motor pra ele.
Não paramos um momento só, e inclusive ja adiantamos a burocracia (e põe burocracia nisso), para nossa travessia do canal daqui a duas semanas.
Vamos voltar hoje para San Blas e passar uns dez dias por la, para de fato descansarmos um pouco destes quase quarenta dias de ralação no barco.
De lá voltaremos a escrever, mas sem fotografias, pois atualizando o blog via radio como o fazemos, não há como fazer o upload de imagens.
Confiram as novas imagens na lateral direita, todas tiradas pela fotografa oficial da viagem ! :)
Z
segunda-feira, 1 de março de 2010
San Blas
Ja estamos nas ilhas a cinco dias, e nem percebemos.
Nadar, mergulhar, fotografar, consertar e arrumar a "casa" são nossas atividades. A gente acorda cedo, com o clarear do dia, pois a luz entra pela gaiuta junto com o ruido do mar, e quando o sol vai embora o sono vem junto.
Dentre nossas atividades, fomos até a ilha principal de Cayo Holandes onde estamos, a convite do chefe da comunidade que acabei acidentalmente fazendo amizade - o Victor.
Pudemos conhecer e fotografar um pouco da cultura e do modo deles viverem.
Fizemos algumas trocas, um repolho e tres beterrabas por um coco e uma penca de bananas..
No final de nossa visita, tivemos dois pedidos sui generis, o chefe sabendo que teriamos de ir a cidade (Colon) para resolver alguns problemas, nos pediu que comprasse um laptop para seu filho que vai para a escola no continente mes que vem, e pediu ainda que comprasse um celular, pois ele perdera o antigo.
A esposa do chefe - Elisa, pediu pra sandra pra que ela carregasse o celular no barco, pois eles não tem energia!
Não se fazem mais indios como antigamente..
Hoje cedo (segunda feira) resolvemos levantar ancora para irmos a Colon (11 horas de velejada).
Madrugamos, e quando saimos do conforto dos arrecifes, pudemos sentir o tamanho do mar que estava la fora.. com ventos de 20 kt pela lateral direita, na primeira onda, o tuta tomou um banho, e no mesmo instante fiz meia volta.
Não vi razão pra ter um desconforto de um dia inteiro, sendo que não temos pressa de chegarmos, então optamos para irmos a uma nova ancoragem - Coco Bandero Cays, ilhas mais lindas que as anteriores que estavamos.
Desabitadas, com areia branquinha e povoadas de coqueiros.. lindissimas.
O detalhe é que pra se navegar por aqui, tem que estar muito bem equipado com cartas, manuais e bons olhos.. senão entra-se direto nos corais, como muitos barcos e navios que vimos perdidos por aqui.
Z
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
San Blas, finalmente!
A noite foi tranquila, motorando ainda.
Nada de vento, e o mar parecendo uma tabua.
Durante meu turno da noite, refiz a navegação para chegarmos a um ancoradouro um pouco mais próximo de onde chegavamos e com isso antecipamos nossa chegada em quase meia hora.
Com isso nossa chegada iria se dar 40 minutos antes do nascer do sol.
Não faz bem pra saúde chegar a noite em lugares como estes, cheios de corais e armadilhas nas entradas das áreas protegidas.
Assim, reduzi mais ainda nossa velocidade de forma a chegarmos com a luz do dia.
Lindissima nossa chegada, e a medida que iamos passando as estreitas passagens entre corais e as ilhas, podiamos desfrutar das paisagens que vemos nas telas de cinema e capas de revistas de turismo alternativo.
Um show de luzes e de cores, coqueiros por todo lado, areia branquinha em contraste com a agua azul turquesa.
No ancoradouro que resolvemos fundear, tinham mais de uma dezena de veleiros, e procuramos fazer o menos barulho possivel pra não incomoda-los.
Após a chegada, gastamos algumas horas arrumando a bagunça que o barco estava depois da viagem de quase cinco dias.
feito isso, dei um merecido mergulho pra me certificar que ancora tinha agarrado firme.
Depois do almoço, montei o "mamutmo" (nosso dinguie), e fomos explorar as ilhas ao redor.
Agua limpa, muita vida animal e vegetal.
As ilhas que são vizinhas a nossa ancoragem são povoadas pelos indios Kuna. Logo uma canoa com um deles veio até nosso barco oferecer lagosta recém capturada. Muito encabulado mas também muito simpatico o indio alias.
Amanhã faremos os planos para o resto de nossa estadia em San Blas.
Z
San Blas, finalmente!
A noite foi tranquila, motorando ainda.
Nada de vento, e o mar parecendo uma tabua.
Durante meu turno da noite, refiz a navegação para chegarmos a um ancoradouro um pouco mais próximo de onde chegavamos e com isso antecipamos nossa chegada em quase meia hora.
Com isso nossa chegada iria se dar 40 minutos antes do nascer do sol.
Não faz bem pra saúde chegar a noite em lugares como estes, cheios de corais e armadilhas nas entradas das áreas protegidas.
Assim, reduzi mais ainda nossa velocidade de forma a chegarmos com a luz do dia.
Lindissima nossa chegada, e a medida que iamos passando as estreitas passagens entre corais e as ilhas, podiamos desfrutar das paisagens que vemos nas telas de cinema e capas de revistas de turismo alternativo.
Um show de luzes e de cores, coqueiros por todo lado, areia branquinha em contraste com a agua azul turquesa.
No ancoradouro que resolvemos fundear, tinham mais de uma dezena de veleiros, e procuramos fazer o menos barulho possivel pra não incomoda-los.
Após a chegada, gastamos algumas horas arrumando a bagunça que o barco estava depois da viagem de quase cinco dias.
feito isso, dei um merecido mergulho pra me certificar que ancora tinha agarrado firme.
Depois do almoço, montei o "mamutmo" (nosso dinguie), e fomos explorar as ilhas ao redor.
Agua limpa, muita vida animal e vegetal.
As ilhas que são vizinhas a nossa ancoragem são povoadas pelos indios Kuna. Logo uma canoa com um deles veio até nosso barco oferecer lagosta recém capturada. Muito encabulado mas também muito simpatico o indio alias.
Amanhã faremos os planos para o resto de nossa estadia em San Blas.
Z
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Muita calmaria.
Se tem alguma coisa que confio neste barco 100% é o motor... impressionante a precisão japonesa do Yanmar.
Bem, o dia todo aproveitamos para descansar e ajeitar o barco do perrengue dos primeiros dias.
Cruzamos com alguns navios que navegavam na proa do canal do Panamá, e outros que cruzaram com a gente vindo de la.
Sempre temos que ficar atentos a isso, mas o radar ajuda muito.
Durante a noite, havia esquecido de relatar que vários peixes voadores vieram parar no convés, um a Sandra salvou, mas os outros só consegui retirá-los de manhã.
Almoçamos picadinho de carne com arroz e banana da terra grelhada - não sobrou nada.
Agora no final da tarde, devido o calor que fazia e a total falta de vento, resolvemos parar um pouco o motor, e demos um mergulho. Como a gente se sente minusculo quando ve a imensidão do azul da agua que esta por baixo da gente (estavamos a 3000 - tres mil !!! metros de profundidade). Uma mistura de extase e excitação com um certo receio por não enxergarmos o fundo, e as centenas de histórias que lemos sobre os vilões do mar - os tubarões.
O mergulho nos reanimou.
Falta pouco mais de 60 milhas (+/- 100 km) pra chegarmos, e deveremos estar aportando em Cayo Holandes (San Blas) amanhã as 11:00 GMT.
Ultimo minuto .. Ainda deu pra atualizar.. Quando terminei o texto, fui no cockpit ver se tudo estava em ordem e percebi que a linha de pesca estava puxando forte. Recolhi com dificuldade e adivinhe.. Um tubarão mordeu a isca.
Foi complicado tirar a rapala da boca do nosso amigo.
Mas no final tudo acabou bem, com foto e tudo.
Ele pra agua de novo e nos com nossa rapala. :)
Z