quinta-feira, 26 de junho de 2008
Trinidad/Venezuela
domingo, 8 de junho de 2008
Retorno a Trinidad
Nosso objetivo da volta a Trinidad, foi apanhar a balsa de abandono que haviasmo encomendado, e também receber algumas peças do hélice que haviam sido remetidas pelo fabricante na Nova Zelandia.
A viagem foi tranquila, numa orça direta.
Chegamos a Trinidad de madrugada, as 2:00 da manha, aportando no pier da Alfandega.
Dia seguinte, tratamos de legalizar nossa estada no país e nos transferimos para a Marina Crews Inn, onde estiveramos antes.
Confusão para recebermos a balsa, e extraviaram a remessa das peças da Nova Zelandia.
Os dias que se seguiram, foi "lida" no barco - motor, consertos, lavagem e etc.. Pra não falar da faxina interna e reciclagem das roupas.
O calor de Trinidad é infernal, só a noite refresca um pouco.
Deu saudades das ilhas do Caribe!!! :(
Trinidad/Grenada/St. Vincent

Grenada - St. George
Bequia - St. Vincent - Tutatis ancorado (foto feita p/ Paula do Pajé)
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Fortaleza/Trinidad
Como o nosso objetivo era chegarmos logo ao Caribe, decidimos zarpar o quanto antes.
Assim dia 20/04 domingo acordamos cedo para os preparativos da partida.
Combustivel, agua, supermercado - ultimas compras.
Finalmente por volta de meio dia, estavamos prontos.
A parada na Marina é feita de popa para o pier (péssimo por sinal), e no dia anterior, com os fortes ventos que estavam soprando o barco começou a desgarrar e ficar mais próximo do pier.
Achei por bem jogar a outra ancora.
Quando iniciamos o processo de recolhimento das ancoras para podermos sair, a ancora que havia jogado cravou no fundo, e tivemos muito trabalho - reboque, mergulho e etc, até que 3 horas depois conseguimos nos livrar delas.
Com o atraso, achamos melhor almoçarmos ancorados na saida da enseada do hotel e depois iniciarmos a viagem.
Ótima decisão, pois a noite foi longa...
Foram dez dias de travessia, marcados por muitos "Pirajas" - vento típico desta região, marcado por rajadas de vento até 25/30 nós, chuva, vento constantemente forte sempre pelo flanco direito e popa.
Na foto acima, uma andorinha do mar, pegou uma "carona" conosco no meio da noite. Com muita habilidade ela pousou no nosso bote e passou a noite acocorada.
Tivemos tres dias de mar muito grosso, que acredito ter tido origem por alguma perturbação no Atlantico Norte - depois confirmamos minha suspeita, e tivemos relatos de barcos que optaram por interromper a viagem entrando nas Guianas.
Chegamos a cogitar entrar em Korou também, devido as condições de tempo.
Mas sempre ao amanhecer, adiavamos a decisão.
Nossos "companheiros" golfinhos sempre nos visitavam de dia e a noite. Alias a noite era um show a parte, pois por onde o grupo se deslocava na agua cheia de plancton, ficava um rastro de luz.
Finalmente dia 30/04 Quinta Feira de madrugada, avistamos as luzes de Trinidad.
Amanhecemos circundando a paisagem da ilha, que contornamos pelo Norte, objetivando alcançar a enseada de Chagaramas, na Marina Crews Inn.
Incrivel a quantidade de barcos na enseada - veleiros de todas as nacionalidades, pesqueiros gigantescos, cargueiros, navios militares, e um cemitério imenso das mais diversas embarcações.
Estranhamos muito o cheiro que sentimos ao entrarmos na enseada, um odor de civilização que haviamos quase esquecido nestes 10 dias vendo somente o mar azul, com nossos companheiros golfinhos.
Átracamos no pier da fiscalização "Custom", e me encaminhei para o setor de imigração.
Uma hora depois estavamos legalmente no pais.
Dali rumamos para a Marina que fica ao lado.
Após os costumeiros afazeres de chegada, saimos para um passeio de reconhecimento.
A Marina é excelente.
Imagem do Tutatis atracado na marina (o ultimo da direita).
Segura, organizada e com todas as facilidades que um navegador necessita.
Pier de concreto flutuante, banheiros e chuveiros impecavelmente limpos, lavanderia self service, tv a cabo, agua, luz, internet wifi.
E o melhor, o preço muito melhor que certas marinas de Santa Catarina que o Tutatis conheceu no inicio da existencia.
Nos dias que se seguiram, o tempo voou numa frenética função de limpar, arrumar e concertar o barco.
Compramos muitos itens que o barco necessitava, pois as lojas tem preços, qualidade e quantidade de materiais parecidos com os EUA.
Conhecemos o casal Mario e Paula do veleiro Pajé, e combinamos passar o final de semana numa ilha próxima de Trinidad - Chacachacaré.
Foi ótimo para espairermos um pouco.
Dormimos na ilha, e de manha tivemos uma visita de um cardume de golfinhos.
Acompanhamos os "garotos" por mais de duas horas em nosso bote, e foi uma experiencia fantastica, chegamos a nadar com eles.
No dia que antecedeu nossa saida da Marina para a ilha, tivemos a noticia do super-congestionamento de barcos e navios no canal do Panamá.
E foi como um balde de agua fria sobre nossas cabeças, pois o planejamento que fizemos seria passar o canal em Maio ainda, para podermos navegar ainda em Maio entrando em Junho, rumo ao Pacifico Sul.
O planejamento foi feito em função do período de Furacões ao longo do equador, e o atraso na passagem do canal, significara um encurtamento de nossa estadia na polinésia, a melhor parte da viagem.
Estamos ainda estudando que atitude tomamos, mas ja estamos acionando o plano "B", que sera reduzirmos a velocidade da chegada no Panamá, e antenados com os acontecimentos daquela região, podermos decidir se pra lá proceguimos ou não.
Estamos no momento em Trinidad, planejando sair amanhã para Grenada e depois Santa Lucia no Caribe (um dia de viagem daqui).
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Recife/Natal/Fortaleza
E assim o fizemos.
A saída foi muito linda, em meio ao colorido das luzes do canal e da cidade.

A velejada começou bem, mas logo iniciou uma chuva constante que ficou conosco a noite toda...
No dia seguinte com a melhoria do tempo, arriscamos jogar nossas linhas de pesca.
Mal lançamos a primeira isca, um violento puxão arrancou o carretel da linha e este caiu no mar – ainda bem que o amarrei a um cabo grosso, junto ao console do timão.
Foi uma bela briga entre eu e o Luiz contra o dourado...
Pelo menos uns 10 kilos de carne de primeira foi o resultado da pesca.

O menu dos próximos dias foi dourado, assado, gralhado, no vapor...

Nosso plano inicial era seguirmos direto para Fortaleza, mas chegada a noite, com a falta de vento, concluimos que dificilmente conseguiriamos chegar em Fortaleza em tempo do Luiz pegar o voo pra casa.
Assim, resolvemos fazer uma escala em Natal.
A chegada em Natal foi naquela noite mesmo.
Na chegada, logo no canal de entrada no Rio Potengi, demos de cara com uma ponte imensa ( a Ponte do todos) que não constava na carta.

A duvida era saber se haveira altura suficiente para passarmos sob ela.
Chuva, vento e noite, dificultam bastante a visibilidade e o raciocinio.
Pra completar tive uma pane do sistema de gps do ploter, que simplesmente se deslocou quase uma milha para a direita, mostrando que estavamos exatamente em cima do continente, quando estavamos no canal.
Por via das duvidas, achei melhor retornar para o mar aberto, a fim de termos tempo de raciocinar novamente.

Conseguimos ter informações da ponte com a ajuda da Bia, filha do Luiz via celular/internet.
A ponte teria 55 metros de vão livre, contra os 18 metros do mastro do barco.
O Ploter voltou a funcionar novamente, e proseguimos para o canal novamente.
Chegamos ao ancoradouro do iate clube do Natal, jogamos o ferro e fomos dormir.
Dia seguinte, o Luiz alugou um carro enquanto lidavamos com obtenção de agua e diesel.
Passeamos pela cidade e pegamos uma praia no final da tarde.
A noite o Luiz se foi...
Deixou saudades.
Dia seguinte cedo zarpamos para Fortaleza.
Ja de saida sentimos o vento que entrava mais forte.
Velejamos quase que 80% da viagem, ao contrario das etapas no sul.
Quando tomamos a proa de Fortaleza, finalmente, tivemos vento totalmente de popa, com intensidades variando de 12 a 20 nós o tempo todo.
Tinhamos a nosso favor também a correnteza que acrescia 1,2 nós a nossa velocidade.
faltando 15 milhas para chegar a nosso destino, ja na madrugada do dia 17, pegamos uma tempestade intensa com ventos de 28 a 30 nós, e muita agua.. muita agua, que durou quase 3 horas, atrasando nossa chegada.
Atracamos as 5 da manha no pier do Marina Park hotel, e fomos dormir.
sábado, 12 de abril de 2008
Salvador/Maceio/Recife

tempo.A linha de pesca que tínhamos comprado emaranhou toda e tivemos que cortar fora um bom pedaço.A noite tivemos que motorar, pela inconstância de vento.


A Sandra estava no turno de trabalho dela quando tivemos uma pane do piloto automático que começou simplesmente a fazer curvas alternadas sem ser comandando. Pulei da cama e fui em socorro dela. Até hoje não sei o que aconteceu, mas depois de um reset do sistema tudo voltou ao normal... deve ser coisa da Microsoft.. control Alt Del..

Como premio pela etapa cansativa, nos demos de presente uma parada na praia do Gunga, próxima a Maceió, com direito a um mergulho e uma caminhada na praia deserta.Voltamos a velejar direto para Maceió, la chegando no final da tarde.Depois de nosso contato com o Miguel (a gente tem mantido contato com ele duas vezes por dia no SSB), banho tomado, fomos com o bote até a praia onde tomamos um ônibus até a praia de Pajuçara. Devoramos algumas tapiocas, caminhamos um pouco e voltamos ao barco onde desmaiamos de cansaço.Dia seguinte Zarpamos para o Recife.Chegamos na manha seguinte, entrando no canal de Olinda que é ladeado por armazéns desativados, praças, e um conjunto de monumentos de um artista plástico Francisco Bennand.Aportamos no Iate Clube Cabanga, onde econtramos o veleiro argentino “Bahia Silencio” do Eduardo e seu filho Cruz, que já havíamos encontrado em Salvador. Varios outros veleiros estrangeiros também la estavam. Tivemos a noticia que o Luiz, meu grande amigo viria nos encontrar para fazer uma etapa conosco.Após a chegada as tarefas de rotina, limpeza, água, roupa lavada e etc..No dia seguinte, enquanto aguardávamos a chegada do Luiz, fizemos amizade com algumas famílias de velejadores, o Dominique e familia num catamaram, o Werner e sua esposa no Fee...Todos com o mesmo objetivo... a circunavegação.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Vitória / Abrolhos / Ilheus / Morro de São Paulo / Salvador

A primeira etapa da viagem Vitória/Abrolhos foi marcada por pouco vento, e mar muito agitado, onde tivemos que "motorar" quase que 80% do tempo. Estavamos preocupados com a pressão barométrica que baixava constantemente. Depois de quase um dia navegando contra a maré, achamos por bem nos abrigarmos num porto particular da Aracruz, uns 100 kilometros ao norte de Vitória para aguardarmos a definição do tempo. No dia seguinte bem cedo, levantamos ancora e prosseguimos na viagem.
Mais maré contraria e falta de vento, e mais motor!
Não sei o que acontecia com o mar, pois mesm sem vento, a quantidade de vagalhões em sequencia, tornavam a viagem muito cansativa.
O cansaço da viagem foi recompensado com a beleza da chegada a Abrolhos.
As cores do céu, do mar e da ilha explodiam a nossa frente, ampliadas pela linda luz de final de tarde.

Uma versão PB, em infravermelho.

Os dias que passamos em Abrolhos...

O"Tuta", repousando no ancoradouro.

No segundo dia no arquipelago, fomos visitar a unica ilha que nos é permitido o desembarque, mesmo assim acompanhado por agentes do Ibama.
A ilha Siriba, que é santuário de passaros, e pudemos fazer algumas fotos interessantes de grazinas em seus ninhos (o curioso filhote olhando quem os observava) :), e os atobas - o branco, mais comum na região norte e o marrom, que nós do sul estamos acostumados a ver.

O namoro do atobas.


Depois de tres dias em Abrolhos, seguimos viagem para Salvador.
A foto baixo (crédito para a Sandra), foi feita na saida de Abrolhos, no lado norte da ilha principal, onde fica o alojamento do destacamento da marinha e do ibama que reside na ilha.

Durante a viagem até Salvador, a maruja desfruta do por de sol para ler um pouco.

As fotos abaixo são de Morro de São Paulo que passamos dois dias.
A Sandra vai escrever mais sobre isso depois.O barco que aparece na imagem, é o Tutatis.

Imagem da primeira e segunda praia em Morro de São Paulo.

Pernoitamos em Morro de São Paulo, e no dia seguinte bem cedo saimos para Salvador.
O trecho todo foi abaixo de chuva, hora leve, hora pesada com rajadas de vento até 20 kt.
A entrada da Baia de todos os Santos, foi feita utilizando informações do radar, pois a chuva não deu tregua.
Atracamos no Terminal Turistico da Bahia - uma grata surpresa as instalações da Marina, que fica localizada em frente ao Mercado Modelo.
A simpatia de todos os funcionarios que nos atenderam foi muito especial.
Permacemos em Salvador por uma semana, tempo suficiente para que eu fosse a Curitiba resolver alguns problemas.
A Sandra permaneceu em Salvador cuidando do Tuta.
Em nossa estadia tivemos a grata satisfação de conhecermos o casal Hanz e Sandra, que nos levaram para um tour pela cidade.
Passamos o domingo que antecedeu nossa partida, com o casal de amigos Saulo e Marlene que nos ofereceram um festival de Tacos delicioso. :)
sábado, 22 de março de 2008
Rio - Vitória


sábado, 15 de março de 2008
Aguardando a frente fria passar...
sexta-feira, 14 de março de 2008
Ilha Grande / Rio de Janeiro

Algumas centenas de vezes eu me aproximara, mas pelo ar.
Emocionante entrar na boca da barra ao lado do Pão de Açucar, vendo os turistas nos observarem dos bondinhos.
No caminho mantivemos contato com a Polaca, minha mana querida que estava agilizando nossa estadia no Iate Clube do Rio.
Na chegada ao pier, ela quem nos recebeu - literalmente, recebendo os cabos para amarrar o Tutatis.
Pernoitamos no barco, com receio da frente fria que chegara junto conosco ao Rio.
Dia seguinte madrugamos novamente para retornar a Curitiba a fim de resolver alguns problemas, e podermos atualizar o Blog.
Primeira semana ...
Pelo menos nessa primeira semana, percebemos que não é bem assim, e por isso a demora para atualizarmos o blog.
Mas, vamos voltar ao assunto viagem.
O trecho de Guaratuba até Parati, foi interessante porque nos permitiu avaliar o trabalho de equipe que vai ter que existir durante a viagem.
Lembrei-me muito das trocas de turno dos vôos internacionais que fazia na época da Varig.
As sensações de estar no cockpit durante a madrugada, no silencio do mar e o isolamento da população das cidades nos fazem refletir muito o quão pequenos somos.
Quando passamos a lateral da região da ilha de bom abrigo, litoral sul de São Paulo, uma quantidade enorme de barcos pesqueiros, talvez mais de 80... A tela do radar enlouquecia de tantos pontos e alertas.
Houve um momento que do escuro do mar, surgiram clarões vindo do fundo, talvez algas !! Ou sei la??
As cartas de navegação que nosso patrocinador forneceu, são excelentes.

Uma precisão incrível.
Facilitam em muito as navegações.
Após a chegada em Parati, permanecemos na marina do Engenho, por dois dias, saindo de la para ancorarmos ao lado da "prainha" onde fora o "Rapunzel" do Marçal, vários outros barcos de bandeiras de vários países estavam ancorados também.. de graça, curtindo um visual bem mais intentessante que a marina.

Dia 9/03 zarpamos cedo da prainha em Parati, com destino Catimbau dentro de angra, onde almoçamos num restaurante de frutos do mar grelhados, muito original, encravado nas pedras da ilha (ver foto abaixo).

Após o almoço navegamos para o norte com intenção de aportarmos na marina do Bracuhy.
Como percebemos que iriamos chegar tarde a marina, que ficava dentro do rio Bracuhy, optamos por pernoitar numa ilha algumas milhas antes.
A ilha do Brandão, onde haviam alguns veleiros ancorados.
No dia seguinte cedo deixamos a ilha com proa do Bracuhy.
No caminho, o motor falhou algumas vezes, e somente no dia seguinte pude constatar que uma mangueira na saída do tanque de combustível estava 'mordida", impedindo o fluxo normal de diesel para o motor.
Efetuamos a troca da mangueira na marina Velrome, em Angra no dia seguinte.
Após o concerto, fomos até a marina do pirata em Angra.
Fizemos supermercado, comemos uma pizza, e zarpamos para a Ilha Grande para passar a noite.
Linda ancoragem por sinal.
Ilha Grande merece no mínimo um mes de estadia.